Imagem de Tupanciretã, Rio Grande do Sul

Tupanciretã

Rio Grande do Sul · Sul · gentílico: tupanciretanense

Tupanciretã é um município no Rio Grande do Sul, na região Sul do Brasil. Segundo o Censo 2022 do IBGE, tem 20.005 habitantes em 2.253,2 km², o que dá 8,88 habitantes por km². É o 107º mais populoso do Rio Grande do Sul (entre 497 com dados) e o 1.709º do Brasil. Pertence à microrregião de Santiago, na mesorregião Centro Ocidental Rio-grandense, e à região geográfica imediata de Cruz Alta. Em linha reta, fica a cerca de 273 km de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.

Em números

População
20.005
Censo 2022
Área
2.253,2 km²
Censo 2022
Densidade
8,88 hab/km²
Censo 2022
Posição
107º em RS
1.709º no Brasil, por população

História

Segundo Manoelito de Ornellas: 'não há terra que não tenha, a parte de sua história, a ressaltar dentre o canhenho cronológico dos fatos, uma lenda, um motivo misterioso, que a crendice popular às vezes cria e a tradição consagra.'

Tupanciretã, que tem um passado com raízes profundas na vida missioneira, não podia escapar à fatalidade dessa contingência. O seu nome, Tupan-ci-retan, encerra uma lenda. Todas as reduções jesuíticas foram batizadas com nomes de santos da igreja católica apostólica romana. Aqui, porém, os jesuítas invocaram o nome da mãe de deus e o fizeram na língua bárbara, com a denominação pitoresca de Tupan-ci-retan.

A fazenda jesuítica apenas assinalada pela capelinha tosca, já existia no alto de um coxilhão deserto, e as árvores do mato crioulo, à tarde, projetavam-lhe sombra larga das suas ramarias. Ao lado, sob o amparo de uma cruz modesta, mal resistia a fúria das tempestades, um rancho pobre, coberto de palha, que tinha a finalidade amiga de acolher os poucos viandantes que por ali passavam. O local nada mais era do que um posto de São João. Dentro da capelinha, tão pobre como esquecida, apenas uma imagem tosca enfeitava a tábua erguida como altar. Era uma imagem da madona dos céus, da senhora dos crentes.

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Um dia, em que pelos caminhos mal delineados da serra, passavam um missionário e alguns poucos índios, uma tempestade os colheu nas proximidades do planalto da coxilha grande. A noite chegava, e com ela o pânico e o terror. Quando a desorientação desesperava o padre e os poucos índios companheiros, um relâmpago lhes mostrou na fímbria do horizonte, em plena noite, um vulto mal definido. A silhueta que os relâmpagos mostravam, perto, era a imagem da madona exposta ao furor da tempestade, que arrebatara da capela pequenina a cobertura frágil. O sacerdote, cheio de alegria cristã, exclamou: 'tupan-ci', e os índios, aterrorizados, repetiram: 'tupan-ci-retan', que na língua indígena quer dizer: tupan= deus, cy= mãe, e retan = terra, ou seja 'terra da mãe de deus'

Tupanciretã era povoado pelos índios charruas e minuanos, posteriormente por elementos de origem polonesa.

Com a fundação das Missões, em fins do século XVII, foi estabelecido que os índios ficassem numa Fazenda Jesuítica, no planalto da coxilha grande, onde nascem os cursos de água de Caneleira, Buracos e Ijuizinho que ficou pertencendo à redução de São João e possuía uma capela, currais e arvoredos frutíferos. Batidos os estrangeiros na luta pela posse das Missões e com a retirada dos Jesuítas em 1801, os índios venderam os rincões da fazenda, consumindo seus gados, e se retiraram, deixando muita terra em mãos de grandes fazendeiros, que mais tarde emanciparam o município. Com a Lei de 21 de outubro de 1843 a fazenda foi incorporada aos próprios nacionais (Fazenda Nacional), mas os que já estavam de posse da mesma, não estiveram de acordo por considerarem-se seus legítimos proprietários.

Surge então o Dr. Hemetério José Veloso da Silveira, para advogar a causa de Alexandre Jacinto da Silva e João Nunes da Silva, que, ocupando a região da antiga fazenda, consideravam-se legítimos proprietários dela, tendo ganho de causa. Os sócios João Nunes da Silva e Alexandre Jacinto da Silva, que em 1857 dissolveram a sociedade, deixaram a estância abandonada.

Mais tarde os herdeiros a venderam a diversos compradores, constando que já em 1835 moravam na região Albino José da Silveira e Ana Maria de Jesus, pais de Antônio José da Silveira. Este vislumbrou para o local, onde hoje situa-se Tupanciretã, um desenvolvimento promissor e com despreendimento determinou que na sua propriedade fosse feito um levantamento de área destinada à futura povoação. Era o ano de 1894. Não viveu Antônio José da Silveira para ver, 34 anos depois Tupanciretã emancipada.

A 20 de setembro de 1894, após a inauguração da Estrada de Ferro Santa Maria-Cruz Alta, os revolucionários localizaram o lugar onde está situada Tupanciretã, numa estação intermediária. Esta iniciativa despertou o interesse de muitos, que apostaram na terra moça a possibilidade de futuro promissor na lavoura e na pecuária. Começaram a chegar os primeiros habitantes, a margem que dividia Tupanciretã pelo centro, de um lado Cruz Alta do outro Júlio de Castilhos, começaram a pontilhar os primeiros ranchos e casas. O comércio e a evolução.

Após a emancipação, o município passou a ter perfil econômico muito satisfatório com grandes estâncias, mas com o passar do tempo com a atividade pecuária sofrendo problemas devido a fatores econômicos, (baixa do preço dos bovinos e também a substituição do produto carne por outros derivados, ex: aves e outros), estas estâncias foram vendidas para agricultores que impuseram ao município grandes áreas de terra, com as plantações de soja, e as demais fazendas para agricultores sem terra que cobiçavam terras improdutivas.

Gentílico: tupanciretanense

Pelo Decreto Provincial nº 4.200, de 21-12-1928, foi emancipado o Município de Tupanciretã. Desmembrou-se dos municípios de Cruz Alta e Júlio de Castilhos, e originário das reduções jesuíticas. Instalação do Município em 03-01-1929.

Decreto Intendente nº1, de 03-01-1929 - Divisão do município em 5 distritos. Sendo o 1º Distrito Tupanciretã, o 2º Distrito Vinte e Um de Abril (hoje Jóia), o 3º Distrito São Bernardo, o 4º Distrito Jóia e o 5º Distrito Toropí.

A Lei Estadual nº 5.031, de 17-09-1965, anexou ao Município de São Pedro do Sul parte do Distrito de Toropi pertencente a Tupanciretã.

A Lei Municipal nº 496, de 07.10-1969, anexou ao Distrito de Jari a parte remanescente do ex-Distrito de Toropi.

Pela Lei Estadual nº 7.656, de 12.05.1982, foi criado o município de Jóia.

A Lei Municipal nº 764, de 24.05.1983, criou o Distrito de Espinilho Grande.

A Lei Municipal nº 805, de 28-11-1984, alterou a Lei Municipal n° 764 de 24-05-1983 que criou o Distrito de Espinilho Grande.

A Lei Municipal nº 1.416, de 04.03.1994, alterou os limites dos Distritos do Município.

A Lei Estadual nº 10.653, de 28.12.1995, criou o Município de Jarí.

Após a emancipação de Jarí, o Município de Tupanciretã passou a contar com dois distritos, sendo o 1º Distrito Tupanciretã e o 2º Distrito Espinilho Grande.

Assim permanecendo até dezembro de 2007.

Texto do IBGE (Cidades), reproduzido como publicado; fonte citada pelo IBGE: IBGE; www.tupancireta..rs.gov.br; www.cnm.org.br. Pode estar desatualizado ou conter imprecisões da fonte original.

Fatos e datas

Os acontecimentos com data que aparecem no texto do IBGE sobre Tupanciretã, em ordem cronológica. As frases estão como no original, sem resumo.

  1. 1801

    Batidos os estrangeiros na luta pela posse das Missões e com a retirada dos Jesuítas em 1801, os índios venderam os rincões da fazenda, consumindo seus gados, e se retiraram, deixando muita terra em mãos de grandes fazendeiros, que mais tarde emanciparam o município.

  2. 1835

    Mais tarde os herdeiros a venderam a diversos compradores, constando que já em 1835 moravam na região Albino José da Silveira e Ana Maria de Jesus, pais de Antônio José da Silveira.

  3. 1843

    Com a Lei de 21 de outubro de 1843 a fazenda foi incorporada aos próprios nacionais (Fazenda Nacional), mas os que já estavam de posse da mesma, não estiveram de acordo por considerarem-se seus legítimos proprietários.

  4. 1857

    Os sócios João Nunes da Silva e Alexandre Jacinto da Silva, que em 1857 dissolveram a sociedade, deixaram a estância abandonada.

  5. 1894

    A 20 de setembro de 1894, após a inauguração da Estrada de Ferro Santa Maria-Cruz Alta, os revolucionários localizaram o lugar onde está situada Tupanciretã, numa estação intermediária.

  6. 1928

    Pelo Decreto Provincial nº 4.200, de 21-12-1928, foi emancipado o Município de Tupanciretã.

  7. 1929

    Instalação do Município em 03-01-1929.

  8. 1929

    Decreto Intendente nº1, de 03-01-1929 - Divisão do município em 5 distritos.

  9. 1965

    A Lei Estadual nº 5.031, de 17-09-1965, anexou ao Município de São Pedro do Sul parte do Distrito de Toropi pertencente a Tupanciretã.

  10. 1969

    A Lei Municipal nº 496, de 07.10-1969, anexou ao Distrito de Jari a parte remanescente do ex-Distrito de Toropi.

  11. 1982

    Pela Lei Estadual nº 7.656, de 12.05.1982, foi criado o município de Jóia.

  12. 1983

    A Lei Municipal nº 764, de 24.05.1983, criou o Distrito de Espinilho Grande.

  13. 1984

    A Lei Municipal nº 805, de 28-11-1984, alterou a Lei Municipal n° 764 de 24-05-1983 que criou o Distrito de Espinilho Grande.

  14. 1994

    A Lei Municipal nº 1.416, de 04.03.1994, alterou os limites dos Distritos do Município.

  15. 1995

    A Lei Estadual nº 10.653, de 28.12.1995, criou o Município de Jarí.

Extraído automaticamente do histórico e da formação administrativa publicados pelo IBGE. O ano é o primeiro que aparece na frase, e nem sempre é a data exata do acontecimento.

Curiosidades

  • Altitude

    A sede do município fica a 465 metros de altitude, segundo o Wikidata.

Comparações calculadas a partir dos dados do Censo 2022 do IBGE e do Wikidata, no momento em que o site foi gerado.

O que ver e fazer

Nenhum lugar de Tupanciretã está registrado nas fontes abertas. Estes são os 12 lugares mais próximos, em municípios vizinhos, até 80 km do centro. A ordem segue a proximidade, não uma avaliação de pessoas.

Dia 014 paradas · cerca de 17 km em linha reta entre elas
  1. Cemitério Israelita de PhilippsonPatrimônio histórico

    Em Itaara. A 51 km do centro de Tupanciretã (linha reta) · patrimônio protegido

  2. Em Santa Maria. A 17 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  3. Em Santa Maria. A 0,2 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  4. Em Santa Maria. A 0,2 km da parada anterior (linha reta)

Dia 024 paradas · cerca de 31 km em linha reta entre elas
  1. Museu Treze de MaioMuseu

    Em Santa Maria. A 0,7 km da última parada do dia anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  2. Instituto Estadual de Educação Olavo BilacPatrimônio histórico

    Em Santa Maria. A 0,6 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  3. Em Santa Maria. A 2,0 km da parada anterior (linha reta)

  4. Em Santa Maria. A 29 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

Dia 034 paradas · cerca de 126 km em linha reta entre elas
  1. Casa de Alberto PasqualiniPatrimônio histórico

    Em Ivorá. A 25 km da última parada do dia anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  2. Em Agudo. A 32 km da parada anterior (linha reta)

  3. Em Cruz Alta. A 94 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  4. edifício sede de prefeitura municipal de Cruz AltaPatrimônio histórico

    Em Cruz Alta. A 0,2 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

Lugares do Wikidata (CC0), de tipos como igrejas, museus, praças, monumentos, parques e cachoeiras, com artigo na Wikipédia, foto ou proteção de patrimônio. Não há horários, preços nem avaliação de acesso: confirme na prefeitura antes de ir. Distâncias em linha reta, não de estrada.

Quem nasceu aqui

3 pessoas nascidas em Tupanciretã, segundo o Wikidata.

Lista do Wikidata (CC0), por local de nascimento declarado. Pode conter erros de cadastro e não é uma lista completa nem uma escolha editorial do site.

Onde fica

Estado
Rio Grande do Sul (RS), região Sul
Mesorregião
Centro Ocidental Rio-grandense
Microrregião
Santiago
Região imediata
Cruz Alta
Código IBGE
4322202
Coordenadas
-29.0808, -53.8358
Capital
Porto Alegre, a cerca de 273 km em linha reta
Aeroporto
Aeroporto Santa Maria (RIA), a cerca de 72 km em linha reta, o mais próximo com voos regulares segundo o OurAirports

Distâncias em linha reta, não de estrada. O cadastro de voos regulares do OurAirports pode estar desatualizado: confirme a rota e o aeroporto antes de planejar.

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Os números no mapa são as paradas do roteiro. Mapa © colaboradores do OpenStreetMap.

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Sobre estes dados

Esta página é um perfil do município, montado com dados abertos e sem avaliação de pessoas: o roteiro é uma sugestão automática por proximidade, a história é o texto do IBGE e as curiosidades são comparações calculadas. Guias de viagem revisados, com fontes, existem para as cidades em Destinos.

  • População, área e densidade: IBGE, Censo Demográfico 2022.
  • História, datas, gentílico e divisões regionais: IBGE.
  • Coordenadas, lugares do roteiro, pessoas e altitude: Wikidata (CC0).
  • Aeroportos: OurAirports (domínio público).
  • Clima: Open-Meteo, consultado no seu navegador.
  • Dados reunidos em 21 de out de 2026.

Foto: Alessandrocbs (CC BY-SA 3.0), via Wikimedia Commons.