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Santiago
Rio Grande do Sul · Sul · gentílico: santiaguense
Santiago é um município no Rio Grande do Sul, na região Sul do Brasil. Segundo o Censo 2022 do IBGE, tem 48.938 habitantes em 2.414,2 km², o que dá 20,3 habitantes por km². É o 46º mais populoso do Rio Grande do Sul (entre 497 com dados) e o 664º do Brasil. Pertence à microrregião de Santiago, na mesorregião Centro Ocidental Rio-grandense, e à região geográfica imediata de Santiago. Em linha reta, fica a cerca de 364 km de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.
Em números
- População
- 48.938 Censo 2022
- Área
- 2.414,2 km² Censo 2022
- Densidade
- 20,3 hab/km² Censo 2022
- Posição
- 46º em RS 664º no Brasil, por população
De onde vem o nome
Santiago foi um território habitado pelos marroquinos e se constituía numa parte da Estância Jesuítica de São Miguel. Era a Estância de São Tiago ou Santiago. Foi construída no Município a Capela de São Tiago, que pertencia a essa Estância de São Miguel e que se situava, de acordo com pesquisas de historiadores, no local que é hoje a Fazenda da Forqueta, de propriedade da sucessão de Dona Joaquina Lopes, a 15 km da cidade. Neste local, até 1930 podia-se constatar a existência de paredes de pedras. Em 1756, houve a Guerra Guaranítica, em que faleceu Sepé Tiaraju em 07 de fevereiro do mesmo ano, no local conhecido como Sanga da Bica no centro do município gaúcho de São Gabriel. No dia 10 fevereiro, ocorreu a batalha do Caiboaté no interior do Município de São Gabriel onde foram mortos cercade 1.500 índios pelos exércitos coligados de Espanha e Portugal. Após a chacina que ocorreu lá, os índios cotinuaram apresentando resistência até o domínio completo dos 7 povos missioneiros pelos exércitos espanhol e portugues para fazer cumprir o Tratado de Madri, origem da Guerra Guaranítica.
Da seção “Origem do nome do município” do artigo de Santiago na Wikipédia em português · ler no original.
O que diz o registro oficial
- Distrito criado com a denominação de Santiago do Boqueirão pela Lei Provincial n.º 589, de 26-12-1866, e por Ato Municipal n.º 20, de 27-09-1892, subordinado ao município de São Borja.
- Elevado à categoria de município com a denominação de Santiago do Boqueirão, pela Lei Provincial n.º 1.427, de 04-01-1884, sendo desmembrado do município de São Borja.
- Pelo Decreto Estadual n.º 7.199, de 31-03-1938, o município de Santiago do Boqueirão tomou o nome simplesmente de Santiago e o distrito de Vila Flores passou a chamar-se Flórida.
Trechos da formação administrativa do município, publicada pelo IBGE.
Quem nasce em Santiago é santiaguense, segundo o IBGE.
História
Povinho, Povinho do Boqueirão, Santiago, nosso município faz parte do território missioneiro, tendo sido chão de Portugal e de Espanha, ao sabor dos tratados diplomáticos e das lutas que envolveram os dois países.
Com a fundação das reduções, os jesuítas com o cultivo do trigo, do algodão e das demais plantações de subsistência introduziram a pecuária no solo gaúcho estabelecendo grandes estâncias de criação de gado.
Para que pudessem ser administradas, essas estâncias eram subdivididas em postos, atendidas por cerca de dez famílias, competindo aos posteiros além dos cuidados com a agricultura, parar rodeio para costear o gado alçado, acostumando-o à presença do homem e facilitando o seu manejo.
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Junto a esses postos havia sempre uma capela à devoção dos moradores. As referências geográficas que aparecem no abundante documentário sobre os Sete Povos e as Reduções, de vida efêmera que os antecederam, constituem assim, importantes subsídios ao estudo da formação histórica do Rio Grande.
D’entre os temas mais fascinantes da toponomástica riograndense avulta, sem dúvida, o da palavra Santiago, cuja ancianidade ninguém pode legitimamente contestar. Uma coisa é líquida e certa: Santiago não provém do substantivo Santiago nem de Sant’Iago, como insinua ou procura fazer crer o Código de Postura do governo santiaguense saído dos prelos da “Gazeta de Alegrete”, em 1886 e do qual, ao que parece, só resta um exemplar, o de propriedade do colecionador Pedro Palmeiro.
São Thiago, Sam Thiago e Santiago são as únicas grafias que repontam na documentação jesuítica, inclusive no prestimoso Diário do padre Tadeu Henis, datado de 13 de maio de 1756, e na caudalosa torrente de papéis oficiais sobre o povoamento das Missões. Muito elucidativos, nesse particular, são os assentamentos paroquiais mais antigos de São Borja, a cuja jurisdição estiveram sujeitas até 1834 e sob o nome genérico de “Distrito de São Xavier”, as terras que naquela data passaram a constituir uma comuna autônoma sob a denominação de Santiago do Boqueirão, hoje, Santiago “tout court” e outrora povinho, substitutivo que vai, pouco a pouco, desaparecendo.
Durasnal de Santiago e Capela de Santiago, por outro lado, são expressões encontradiças no epistolário jesuítico do século XVIII.
A coxilha de Santiago, de maciço domínio guenoa, foi aliás no ciclo inicial do apostolado, o ponto de partida do fundador de São Nicolau quando de sua primeira entrada evangelizadora na província etnográfica do Tape.
Em 1815, o Marquês de Alegrete concedeu uma sesmaria a Francisco José de Carvalho “no lugar denominado Santiago, invernada que foi do Povo de Santo Ângelo”.
O erro é manifesto. Santiago era um posto (subdivisão) da Estância de São Miguel, vasto empório de gado bovino povoado com 40.000 cabeças originárias da chamada Vacaria do Mar e que possuía, em números redondos, uma superfície aproximada de oitenta léguas quadradas estendendo-se até a Coxilha Grande entre as cabeceiras dos rios Taquarembó e Jaguari.
A seis quilômetros, mais ou menos, do campo de Ibasso ficava o posto de Santo Antônio, o Novo, assim chamado em face do estabelecimento homônimo mais antigo – o de Santo Antônio de Taroquem – cujas cercas de pedras cobertas de musgo pelo tempo e semi servidas ainda podem ser vistas.
Esse reduto avançado do trabalho civilizador dos inacianos, após a batalha de Caiboaté, foi abandonado pelos seus moradores que, em fuga precipitada, se refugiaram em Santiago, mais distante do teatro de operações e em cuja tosca capela de pau-a-pique e capim foi rezado o primeiro responso solene pela alma de Sepé Tiaraju.
As formas São Thiago, Sam Thiago e Santiago anteriormente referidas mostram claramente o processo evolutivo, simultaneamente prosódico e gráfico, da tradicional designação a que o termo Boqueirão, de origem mais recente, precedido da preposição do se agregou no decurso dos anos, por influência de curiosos fenômenos fisiográficos locais.
Ao tempo de Arsene Isabelle, nada existia no local da atual cidade, senão “três ou quatro chácaras e estâncias à entrada de um vale arborizado, onde corria um límpido regato”.
Em 1856, segundo José Heméterio Velloso da Silveira, havia apenas três casas, sendo uma do comerciante português Antonio José da Rocha. Quando da irrupção da Guerra do Paraguai, consoante outro depoimento do mesmo autor, Santiago já era uma “povoação com mais de 40 casas batidas, sendo 6 de negócio”.
A origem de nossa cidade é irrefutavelmente jesuítica e foi dada em homenagem ao Santo Católico. Os jesuítas edificaram trinta e três Reduções em nosso território e vinte e uma Capelas, sendo que a Capela de número quinze, conforme Hemetério Velloso à página 14 de seu livro “As Missões Orientais e Seus Antigos Domínios”, chamava-se “CAPELA DE SÃO THIAGO”, no local do Distrito de São Xavier (chamado Durasnal de São Thiago).
Formação administrativa
Distrito criado com a denominação de Santiago do Boqueirão pela Lei Provincial n.º 589, de 26-12-1866, e por Ato Municipal n.º 20, de 27-09-1892, subordinado ao município de São Borja.
Elevado à categoria de município com a denominação de Santiago do Boqueirão, pela Lei Provincial n.º 1.427, de 04-01-1884, sendo desmembrado do município de São Borja. Sede na povoação de Santiago do Boqueirão. Instalada em 25-08-1884.
Por Ato Municipal n.º 20, de 27-09-1892, é criado o distrito de Carovi e anexado ao município de Santiago do Boqueirão.
Por Ato Municipal n.º 18, de 01-01-1898, é criado o distrito de Vila Flores e anexado ao município de Santiago do Boqueirão.
Por Ato Municipal de 06-01-1910, é criado o distrito de Ernesto Alves e anexado ao município de Santiago do Boqueirão.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911 o município aparece constituído de 6 distritos: Santiago do Boqueirão, Carovi, Costa do Itu, Ernesto Alves, Rosário de Timas e Vila Flores.
Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 01-09-1920, o município aparece constituído de 6 distritos: Santiago do Boqueirão, Carovi, Costa do Itu, Ernesto Alves e Vila Flores.
Por Ato Municipal n.º 124, de 31-12-1933, é criado o distrito de Itacorobi e anexado ao município de Santiago do Boqueirão.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933 o município aparece constituído de 7 distritos: Santiago do Boqueirão, Carovi, Costa do Itu, Ernesto Alves, Itacorobi, Natividade e Vila Flores. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.
Pelo Decreto Estadual n.º 7.199, de 31-03-1938, o município de Santiago do Boqueirão tomou o nome simplesmente de Santiago e o distrito de Vila Flores passou a chamar-se Flórida.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939 a 1943 o município é constituído de 3 distritos: Santiago, Ernesto Alves e Florida, sendo que os distritos de Carovi, Itacurubi e Unistalda, aparecem figurando como subdistritos do município de Santiago.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950 o município é constituído de 3 distritos: Santiago do Boqueirão, Ernesto Alves e Flórida. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.
Pela Lei Municipal n.º 9, de 07-04-1965, foram criados os distritos de Carovi, Itacurubi, Tupantuba e Unistalda e anexados ao município de Santiago.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1968 o município é constituído de 7 distritos: Santiago, Carovi, Ernesto Alves, Florida, Itacurubi, Tupantuba e Unistalda. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1983.
A Lei Estadual n.º 8.613, de 09-05-1988, alterada, pela Lei Estadual n.º 9.046, de 08-02-1990, desmembra do município de Santiago o distrito de Itacurubi, elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 1988 o município é constituído de 6 distritos: Santiago, Carovi, Ernesto Alves, Florida, Tupantuba e Unistalda.
A Lei Estadual n.º 10.648, de 28-12-1995, desmembra do município Santiago o distrito de Unistalda, elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 2001 o município é constituído de 4 distritos: Santiago, Ernesto Alves, Florida e Tupantuba. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2020.
Texto do IBGE (Cidades), reproduzido como publicado; fonte citada pelo IBGE: SANTIAGO (RS). Prefeitura. Disponível em: http://www.santiago.rs.gov.br/pagina/647/historia. Acesso em: 22 jan. 2020.. Pode estar desatualizado ou conter imprecisões da fonte original.
Fatos e datas
Os acontecimentos com data que aparecem no texto do IBGE sobre Santiago, em ordem cronológica. As frases estão como no original, sem resumo.
- 1756
São Thiago, Sam Thiago e Santiago são as únicas grafias que repontam na documentação jesuítica, inclusive no prestimoso Diário do padre Tadeu Henis, datado de 13 de maio de 1756, e na caudalosa torrente de papéis oficiais sobre o povoamento das Missões.
- 1815
Em 1815, o Marquês de Alegrete concedeu uma sesmaria a Francisco José de Carvalho “no lugar denominado Santiago, invernada que foi do Povo de Santo Ângelo”.
- 1834
Muito elucidativos, nesse particular, são os assentamentos paroquiais mais antigos de São Borja, a cuja jurisdição estiveram sujeitas até 1834 e sob o nome genérico de “Distrito de São Xavier”, as terras que naquela data passaram a constituir uma comuna autônoma sob a denominação de Santiago do Boqueirão, hoje, Santiago “tout court” e outrora povinho, substitutivo que vai, pouco a pouco, desaparecendo.
- 1856
Em 1856, segundo José Heméterio Velloso da Silveira, havia apenas três casas, sendo uma do comerciante português Antonio José da Rocha.
- 1866
Distrito criado com a denominação de Santiago do Boqueirão pela Lei Provincial n.º 589, de 26-12-1866, e por Ato Municipal n.º 20, de 27-09-1892, subordinado ao município de São Borja.
- 1884
Elevado à categoria de município com a denominação de Santiago do Boqueirão, pela Lei Provincial n.º 1.427, de 04-01-1884, sendo desmembrado do município de São Borja.
- 1886
Uma coisa é líquida e certa: Santiago não provém do substantivo Santiago nem de Sant’Iago, como insinua ou procura fazer crer o Código de Postura do governo santiaguense saído dos prelos da “Gazeta de Alegrete”, em 1886 e do qual, ao que parece, só resta um exemplar, o de propriedade do colecionador Pedro Palmeiro.
- 1892
Por Ato Municipal n.º 20, de 27-09-1892, é criado o distrito de Carovi e anexado ao município de Santiago do Boqueirão.
- 1898
Por Ato Municipal n.º 18, de 01-01-1898, é criado o distrito de Vila Flores e anexado ao município de Santiago do Boqueirão.
- 1910
Por Ato Municipal de 06-01-1910, é criado o distrito de Ernesto Alves e anexado ao município de Santiago do Boqueirão.
- 1933
Por Ato Municipal n.º 124, de 31-12-1933, é criado o distrito de Itacorobi e anexado ao município de Santiago do Boqueirão.
- 1938
Pelo Decreto Estadual n.º 7.199, de 31-03-1938, o município de Santiago do Boqueirão tomou o nome simplesmente de Santiago e o distrito de Vila Flores passou a chamar-se Flórida.
- 1965
Pela Lei Municipal n.º 9, de 07-04-1965, foram criados os distritos de Carovi, Itacurubi, Tupantuba e Unistalda e anexados ao município de Santiago.
- 1988
A Lei Estadual n.º 8.613, de 09-05-1988, alterada, pela Lei Estadual n.º 9.046, de 08-02-1990, desmembra do município de Santiago o distrito de Itacurubi, elevado à categoria de município.
- 1995
A Lei Estadual n.º 10.648, de 28-12-1995, desmembra do município Santiago o distrito de Unistalda, elevado à categoria de município.
Extraído automaticamente do histórico e da formação administrativa publicados pelo IBGE. O ano é o primeiro que aparece na frase, e nem sempre é a data exata do acontecimento.
Curiosidades
- Altitude
A sede do município fica a 409 metros de altitude, segundo o Wikidata.
Comparações calculadas a partir dos dados do Censo 2022 do IBGE e do Wikidata, no momento em que o site foi gerado.
O que ver e fazer
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Onde fica
- Estado
- Rio Grande do Sul (RS), região Sul
- Mesorregião
- Centro Ocidental Rio-grandense
- Microrregião
- Santiago
- Região imediata
- Santiago
- Código IBGE
- 4317400
- Coordenadas
- -29.1919, -54.8669
- Capital
- Porto Alegre, a cerca de 364 km em linha reta
- Aeroporto
- Aeroporto Santo Ângelo (GEL), a cerca de 122 km em linha reta, o mais próximo com voos regulares segundo o OurAirports
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- População, área e densidade: IBGE, Censo Demográfico 2022.
- História, datas, gentílico e divisões regionais: IBGE.
- Origem do nome: Wikipédia em português (CC BY-SA 4.0).
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