- edifício sede de prefeitura municipal de Cruz AltaPatrimônio histórico
- Antigo Clube DivertidoPatrimônio histórico
- Casa Urban e Mini Mundo EncantadoPatrimônio histórico
Pejuçara
Rio Grande do Sul · Sul · gentílico: pejuçarense
Foto geolocalizada a 5,4 km do centro
Pejuçara é um município no Rio Grande do Sul, na região Sul do Brasil. Segundo o Censo 2022 do IBGE, tem 3.745 habitantes em 414,1 km², o que dá 9,04 habitantes por km². É o 317º mais populoso do Rio Grande do Sul (entre 497 com dados) e o 4.767º do Brasil. Pertence à microrregião de Ijuí, na mesorregião Noroeste Rio-grandense, e à região geográfica imediata de Ijuí. Em linha reta, fica a cerca de 296 km de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.
Em números
- População
- 3.745 Censo 2022
- Área
- 414,1 km² Censo 2022
- Densidade
- 9,04 hab/km² Censo 2022
- Posição
- 317º em RS 4.767º no Brasil, por população
História
Rio Grande do Sul ? RS
Pejuçara, que inicialmente fora denominada de Campo do Mambuca, depois Morotim e por fim Colônia Visconde do Rio Branco, teve sua colonização iniciada em 1900, mais ou menos, cujas terras cortadas em colônias por Antônio Alves Ramos e por este vendidas aos imigrantes ou filhos de imigrantes italianos deslocados de Silveira Martins e imediações, do município de Santa Maria. Pedro Mastella, Luiz Basso, João Bergoli, Pedro Quaíni, Luiz Pieniz, Batista Zamberlan, João Loss, Batista Costa Beber, Giácomo Gianluppi e outros, foram os primeiros povoadores de Pejuçara, que na época pertencia ao município de Cruz Alta, dedicando-se quase todos, às atividades agrícolas ( alfafa, videira, milho, feijão, etc.) tendo mais tarde generalizado a cultura da cana-de-açúcar, que em conseguência, fez surgir dezenas de fábricas de aguardante. Ao lado disso, outras indústrias se estabeleceram, como olarias, moinhos, bem como diversas casas comerciais, cujas lides foram prejudicadas por salteadores que roubavam as propriedades e cometiam até assassinatos.
Em Tupi-Guarani, Pejuçara significa “Ventania” ou “Vento Forte”.
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Em 1933 destaca-se a fundação do Clube Recreativo Cristóvão Colombo, sendo seu primeiro Presidente João Rosa Gobbo, em 1966 passou a chamar-se Clube Recreativo Pejuçarense.
Em 19 de novembro de 1934 foi instalada a Paróquia de Pejuçara, onde tomou posse seu 1º vigário, o Padre José Spöenlin, permanecendo no cargo por 23 anos. (Paróquia São José ).
Em 14 de fevereiro de 1937, as Irmãs Franciscanas de Maria Auxiliadora, provindas de Cruz Alta, fundaram uma escola para o ensino primário e profissional.
Gentílico: pejuçarense
Distrito criado com a denominação de Colônia Rio Branco, por ato municipal nº 38,
de 18-12-1919, subordinado ao município de Cruz Alta.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Colônia Visconde
do Rio Branco figura no município de Cruz Alta.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-
1937.
Pelo decreto estadual nº 7199, de 31-03-1938, o distrito de Colônia Visconde do Rio
Branco passou a denominar-se simplesmente Rio Branco.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito já denominado
Rio Branco permanece no município de Cruz Alta.
Pelo decreto-lei estadual nº 720, de 29-12-1944, o distrito de Rio Branco passou a
denominar-se Pejuçara.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o distrito já denominado Pejuçara
permanece no município de Cruz Alta.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.
Elevado à categoria de município com a denominação de Pejuçara, pela lei estadual
nº 5156, de 15-12-1965, desmembrado de Cruz Alta e Panambi. Sede no antigo distrito de
Pejuçara. Constituído do distrito sede. Instalado em 15-05-1966.
Em divisão territorial datada de 1-I-1979, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
Alterações toponímicas distritais
Colônia Visconde de Rio Branco para Rio Branco alterado, pelo decreto estadual nº 7.199,
de 31-03-1938.
Rio Branco para Pejuçara alterada, pelo decreto-lei estadual nº 720, de 29-12-1944.
O professor Jurandir Zamberlam em seu Livro intitulado ¨Centenário da Imigração Italiana 1899 ? 1999¨ edição de 1999 ( páginas de 74 e 75 ) cita:
¨ALTERAÇÕES DE NOME E DE NÚMERO DO DISTRITO
Foram diversas as denominações dadas à Colônia Italiana, região, hoje, do município de Pejuçara:
Até 1898, denominava-se de Mombuca.
De 1899 a 1938, Colônia Visconde de Rio Branco.
Pelo Ato Municipal número 48, de 23 de janeiro de 1920, foi criado o 9º Distrito de ¨Visconde de Rio Branco¨, elevasdo a sede à categoria de Vila.
O Decreto Estadual 7.199, de 31 de março de 1938, alterou o nome do Distrito¨Visconde de Rio Branco¨para ¨Rio Branco¨. O Decreto Municipal nº 6, de 20 de janeiro de 1939, alterou de 9º para 7º Distrito de Rio Branco.
A partir de de 28 de maio de 1943, até o final daquele ano, passou a denominar-se de Morotim, alterando, assim, a toponímia. Junto com Rio Branco diversos distritos tiveram alterados seus nomes. O Prefeito Pacíficio Dias da Fonseca, em correspondência de 28 de maio de 1943, encaminhou ao Diretório Regional de Geografia, com sede em Porto Alegre, propondo alterar nomes dos distritos:
¨Em virtude das exigências legais que determinaram a mudança da toponímia nacional, suprindo denominações repetidas ou incovenientes, foi precedido pelos órgãos competentes de Governo Municipal um estudo no sentido de dar cumprimento às resoluções do IBGE quanto à denominação dos Distritos assim:
1º ? Cruz Alta(inalterado); 2º ? Cadeado (inalterado); 3º ? Jaciocema (ex-Benjamin Nott); 4º ? Ingaití (ex-Santa Clara); 5º ? Poropé (ex-15 de Novembro ); 6º ? Ibirubá (inalterado); 7º ? Brenerópolis ( ex-Alfredo Brenner); 8º ? Amamberá ( ex-Santa Bárbara); 9º ? Tabapirã (ex-Pindorama, que antes se chamar Neu-Württemberg); 10º ? Morotim (Ex-Rio Branco)¨.
Na mesma correspondência o Prefeito Municipal justificou porque o nome Morotim, para o 7º Distrito:
¨Morotim, pois com o nome de Rio Branco há um município na Bahia, em Minas Gerais, em Pernanbuco e no Acre. É, pois, forçoso mudar esse nome. Acontece, porém, que há um arroio próximo à vila chamado Morotim, o que significa ¨muito branco¨. Com efeito, a Vila de Rio Branco, futura Morotim, apresenta-se com essa cor, sita no alto de um horizonte de campo limpo e claro, traduzível pelo topônimo Morotim¨. Por mais de 6 meses todas as correpondências e notícias de Jornais referiam ao 7º Distrito como Morotim ( ex-Rio Branco).
Contudo o Decreto Lei Estadual nº 720, de 29 de dezembro de 1944, altera o nome para Pejuçara, que em língua tupi-guarani significa caminho das palmeiras, como 7º Distrito de Cruz Alta. ¨
Texto do IBGE (Cidades), reproduzido como publicado; fonte citada pelo IBGE: IBGE www.portalmunicipal.org.br www.cnm.org.br Livro do Professor Jurandir Zamberlam ¨Centenário da Imigração Italiana 1899 - 1999.. Pode estar desatualizado ou conter imprecisões da fonte original.
Fatos e datas
Os acontecimentos com data que aparecem no texto do IBGE sobre Pejuçara, em ordem cronológica. As frases estão como no original, sem resumo.
- 1898
Até 1898, denominava-se de Mombuca.
- 1899
De 1899 a 1938, Colônia Visconde de Rio Branco.
- 1900
Pejuçara, que inicialmente fora denominada de Campo do Mambuca, depois Morotim e por fim Colônia Visconde do Rio Branco, teve sua colonização iniciada em 1900, mais ou menos, cujas terras cortadas em colônias por Antônio Alves Ramos e por este vendidas aos imigrantes ou filhos de imigrantes italianos deslocados de Silveira Martins e imediações, do município de Santa Maria.
- 1919
de 18-12-1919, subordinado ao município de Cruz Alta.
- 1920
Pelo Ato Municipal número 48, de 23 de janeiro de 1920, foi criado o 9º Distrito de ¨Visconde de Rio Branco¨, elevasdo a sede à categoria de Vila.
- 1933
Em 1933 destaca-se a fundação do Clube Recreativo Cristóvão Colombo, sendo seu primeiro Presidente João Rosa Gobbo, em 1966 passou a chamar-se Clube Recreativo Pejuçarense.
- 1934
Em 19 de novembro de 1934 foi instalada a Paróquia de Pejuçara, onde tomou posse seu 1º vigário, o Padre José Spöenlin, permanecendo no cargo por 23 anos.
- 1937
Em 14 de fevereiro de 1937, as Irmãs Franciscanas de Maria Auxiliadora, provindas de Cruz Alta, fundaram uma escola para o ensino primário e profissional.
- 1939
O Decreto Municipal nº 6, de 20 de janeiro de 1939, alterou de 9º para 7º Distrito de Rio Branco.
- 1943
A partir de de 28 de maio de 1943, até o final daquele ano, passou a denominar-se de Morotim, alterando, assim, a toponímia.
- 1943
O Prefeito Pacíficio Dias da Fonseca, em correspondência de 28 de maio de 1943, encaminhou ao Diretório Regional de Geografia, com sede em Porto Alegre, propondo alterar nomes dos distritos:
- 1944
Pelo decreto-lei estadual nº 720, de 29-12-1944, o distrito de Rio Branco passou a
- 1944
Rio Branco para Pejuçara alterada, pelo decreto-lei estadual nº 720, de 29-12-1944.
- 1944
Contudo o Decreto Lei Estadual nº 720, de 29 de dezembro de 1944, altera o nome para Pejuçara, que em língua tupi-guarani significa caminho das palmeiras, como 7º Distrito de Cruz Alta. ¨
- 1965
nº 5156, de 15-12-1965, desmembrado de Cruz Alta e Panambi.
- 1999
O professor Jurandir Zamberlam em seu Livro intitulado ¨Centenário da Imigração Italiana 1899 ? 1999¨ edição de 1999 ( páginas de 74 e 75 ) cita:
Extraído automaticamente do histórico e da formação administrativa publicados pelo IBGE. O ano é o primeiro que aparece na frase, e nem sempre é a data exata do acontecimento.
Curiosidades
- Altitude
A sede do município fica a 449 metros de altitude, segundo o Wikidata.
Comparações calculadas a partir dos dados do Censo 2022 do IBGE e do Wikidata, no momento em que o site foi gerado.
O que ver e fazer
Nenhum lugar de Pejuçara está registrado nas fontes abertas. Estes são os 12 lugares mais próximos, em municípios vizinhos, até 80 km do centro. A ordem segue a proximidade, não uma avaliação de pessoas.
- Museu Municipal Olindo FeldkircherMuseu
- Monumento do ImigranteMonumento
- Igreja Matriz São TiagoIgreja
- Biblioteca Pública de SelbachPatrimônio histórico
- Monumento ComemorativoMonumento
- Memorial Coluna PrestesEstação ferroviária
- Capela VerzeriPatrimônio histórico
Lugares do Wikidata (CC0), de tipos como igrejas, museus, praças, monumentos, parques e cachoeiras, com artigo na Wikipédia, foto ou proteção de patrimônio. Não há horários, preços nem avaliação de acesso: confirme na prefeitura antes de ir. Distâncias em linha reta, não de estrada.
Onde fica
- Estado
- Rio Grande do Sul (RS), região Sul
- Mesorregião
- Noroeste Rio-grandense
- Microrregião
- Ijuí
- Região imediata
- Ijuí
- Código IBGE
- 4314308
- Coordenadas
- -28.4228, -53.6558
- Capital
- Porto Alegre, a cerca de 296 km em linha reta
- Aeroporto
- Aeroporto Santo Ângelo (GEL), a cerca de 53 km em linha reta, o mais próximo com voos regulares segundo o OurAirports
Distâncias em linha reta, não de estrada. O cadastro de voos regulares do OurAirports pode estar desatualizado: confirme a rota e o aeroporto antes de planejar.
Os números no mapa são as paradas do roteiro. Mapa © colaboradores do OpenStreetMap.
Clima agora e nos próximos dias
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Cidades por perto
Guias de viagem na região
Sobre estes dados
Esta página é um perfil do município, montado com dados abertos e sem avaliação de pessoas: o roteiro é uma sugestão automática por proximidade, a história é o texto do IBGE e as curiosidades são comparações calculadas. Guias de viagem revisados, com fontes, existem para as cidades em Destinos.
- População, área e densidade: IBGE, Censo Demográfico 2022.
- História, datas, gentílico e divisões regionais: IBGE.
- Coordenadas, lugares do roteiro, pessoas e altitude: Wikidata (CC0).
- Aeroportos: OurAirports (domínio público).
- Clima: Open-Meteo, consultado no seu navegador.
- Dados reunidos em 21 de out de 2026.
Foto (geolocalizada a 5,4 km do centro): Fernando Sessegolo (CC0), via Wikimedia Commons.
Brasão: Prefeitura Municipal de Pejuçara (Public domain), via Wikimedia Commons.