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- Centro Histórico de Vila Bela da Santíssima TrindadePatrimônio histórico
Pontes e Lacerda
Mato Grosso · Centro-Oeste · gentílico: lacerdense
Pontes e Lacerda é um município em Mato Grosso, na região Centro-Oeste do Brasil. Segundo o Censo 2022 do IBGE, tem 52.018 habitantes em 8.545,3 km², o que dá 6,09 habitantes por km². É o 13º mais populoso de Mato Grosso (entre 141 com dados) e o 626º do Brasil. Pertence à microrregião de Alto Guaporé, na mesorregião Sudoeste Mato-grossense, e à região geográfica imediata de Pontes e Lacerda - Comodoro. Em linha reta, fica a cerca de 350 km de Cuiabá, capital de Mato Grosso.
Em números
- População
- 52.018 Censo 2022
- Área
- 8.545,3 km² Censo 2022
- Densidade
- 6,09 hab/km² Censo 2022
- Posição
- 13º em MT 626º no Brasil, por população
De onde vem o nome
O que diz o registro oficial
- Distrito criado com a denominação de Pontes e Lacerda, pela Lei Estadual n.º 3.813, de 03-12-1976, subordinado ao município de Mato Grosso.
- Elevado à categoria de município com a denominação de Pontes e Lacerda, pela Lei Estadual n.º 4.167, de 21-12-1979, desmembrado do município de Vila Bela da Santíssima Trindade (ex-Mato Grosso).
- Elevado à categoria de município com a denominação de Vale de São Domingos.
Trechos da formação administrativa do município, publicada pelo IBGE.
Quem nasce em Pontes e Lacerda é lacerdense, segundo o IBGE.
História
A história de Pontes e Lacerda remonta aos anos de 1784. A denominação Pontes e Lacerda é uma homenagem aos astrônomos e cartógrafos Antônio Pires da Silva Pontes Leme (mineiro) e Francisco José de Lacerda e Almeida (paulista) que passaram pela região em 1784, com a missão de elaborar a primeira carta geográfica dos rios da região. Partindo de Vila Bela da Santíssima Trindade, descreveram os rios das bacias Amazônica e do Prata. Ambos eram diplomados pela Universidade de Coimbra, Portugal.
Os primeiros habitantes da região do município de Pontes e Lacerda foram os índios Nambikwara. Eles eram denominados pelos paulistas de Cabixi ou Cavixi. Depois vieram os paulistas como os primeiros desbravadores da região. Com a chegada deles, ocorreu o processo de dizimação da tribo por problemas de aculturação, doenças, entre outros. Apesar de tudo disso, ainda hoje uma parte desse povo vive na região, mais precisamente na reserva denominada Sararé.
O mérito da conservação da cultura indígena na região é atribuída ao padre Antônio Iási Júnior, pois ele conquistou a estabilização dessa área indígena. Contribuiu decididamente para superar as crises provocadas pelos fazendeiros da região, luta que provocou a intervenção do Exército para a demarcação de uma reserva, denominada de Sararé.
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Em 1906 a região, onde hoje se localiza a cidade de Pontes e Lacerda, passou a ser objeto de trabalho da Comissão de Linhas Telegráficas Estratégicas do Mato Grosso ao Amazonas, comumente denominada Comissão Rondon. Na cidade estava instalada a estação telegráfica da linha variante entre Cáceres e Vila Bela da Santíssima Trindade (à época era denominada de Mato Grosso). O encarregado geral dessa estação foi o Sr. Antônio Colombo. O seu filho, Emiliano Coleto da Cunha, atuava como atendente de telefonia, e o Sr. Benedito Francisco da Silva, como guarda-linha.
Nessa época, o local onde se estabeleceu o prédio da Estação de Telégrafo, começou a ser conhecido como “Vila dos Pretos”. Foi a partir dessa vila que se originou a cidade de Pontes e Lacerda.
Em 19 de julho de 1909, o governo do estado destinou 3.600 hectares de terras para o centro da povoação. No entanto, a ocupação se deu de forma lenta.
A 22 de julho de 1947, Mariano Pires de Campos chegou a Pontes e Lacerda, acompanhado de 22 índios do povo Pareci, seguindo o Rio Guaporé e ocupando-se com a extração da poaia, planta da família das rubiáceas, nativa do Brasil encontrada na Amazônia, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo e a região Centro-Oeste. Suas raízes apresentam propriedades eméticas, expectorantes e antidisentéricas.
No dia 02 de setembro de 1955, teve início a medição de terras na região pela Colonizadora Sul Brasil, na localidade denominada Pindaituba, tendo como chefe o Sr. Jorge Lemos.
No ano de 1960, chegou o Sr. Joaquim Goulart, proveniente de Barretos - SP, trazendo consigo algumas famílias. Abriu uma fazenda às margens do córrego da Onça, plantando os primeiros pastos do futuro município de Pontes e Lacerda. Joaquim Goulart trouxe consigo uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. Logo, as poucas famílias católicas da época entronizaram a imagem numa pequena igreja construída na “Vila dos Pretos”, atual Vila Guaporé.
Em 1962, chegou a Pontes e Lacerda uma equipe do Departamento Nacional de Estradas e Rodagem - DNER, a fim de abrir uma estrada em direção a Vila Bela da Santíssima Trindade. Até então este percurso era feito a pé ou a cavalo através das pequenas trilhas que cortavam a densa floresta da região. Segundo depoimento de um dos moradores, senhora Ervelina Francisca Ramos, o trecho entre Pontes e Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade, ficou foi entregue no dia 23 de dezembro de 1962.
O desenvolvimento geral do estado de Mato Grosso influenciou no desenvolvimento de Pontes e Lacerda, além das facilidades promovidas pelo estado. Entre elas estava a venda de terras a custo baixo. O Governo Federal desenvolveu planos de arrimo por meio de abertura de estradas e projetos da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia - SUDAM e da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste – SUDECO.
O afluxo de migrantes à região foi intenso, de modo especial a partir do momento da descoberta de ouro na região, entre os anos de 1970 e 1980, nos garimpos da Serra de Santa Bárbara e do Caldeirão.
Formação administrativa
Distrito criado com a denominação de Pontes e Lacerda, pela Lei Estadual n.º 3.813, de 03-12-1976, subordinado ao município de Mato Grosso.
Em divisão territorial datada de 1-I-1979, o distrito de Pontes e Lacerda figura no município de Mato Grosso.
Pela Lei Estadual n.º 4.014, de 29-11-1978, o município de Mato Grosso voltou a denominar-se Vila Bela da Santíssima Trindade.
Elevado à categoria de município com a denominação de Pontes e Lacerda, pela Lei Estadual n.º 4.167, de 21-12-1979, desmembrado do município de Vila Bela da Santíssima Trindade (ex-Mato Grosso). Sede no atual distrito de Pontes e Lacerda. Constituído do distrito sede. Instalado em 14-02-1981.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1988, o município é constituído é constituído de 2 distritos: Pontes e Lacerda e São Domingos.
Pela Lei Estadual n.º 7.231, de 28-12-1999, é desmembrado do município de Pontes e Lacerda o distrito de São Domingos. Elevado à categoria de município com a denominação de Vale de São Domingos.
Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2022.
Texto do IBGE (Cidades), reproduzido como publicado; fonte citada pelo IBGE: PONTES E LACERDA (MT). Prefeitura. Disponível em: https://www.ponteselacerda.mt.gov.br/page/historia-de-pontes-e-lacerda. Acesso em: 28 ago. 2023.. Pode estar desatualizado ou conter imprecisões da fonte original.
Fatos e datas
Os acontecimentos com data que aparecem no texto do IBGE sobre Pontes e Lacerda, em ordem cronológica. As frases estão como no original, sem resumo.
- 1784
A história de Pontes e Lacerda remonta aos anos de 1784.
- 1784
A denominação Pontes e Lacerda é uma homenagem aos astrônomos e cartógrafos Antônio Pires da Silva Pontes Leme (mineiro) e Francisco José de Lacerda e Almeida (paulista) que passaram pela região em 1784, com a missão de elaborar a primeira carta geográfica dos rios da região.
- 1906
Em 1906 a região, onde hoje se localiza a cidade de Pontes e Lacerda, passou a ser objeto de trabalho da Comissão de Linhas Telegráficas Estratégicas do Mato Grosso ao Amazonas, comumente denominada Comissão Rondon.
- 1909
Em 19 de julho de 1909, o governo do estado destinou 3.600 hectares de terras para o centro da povoação.
- 1947
A 22 de julho de 1947, Mariano Pires de Campos chegou a Pontes e Lacerda, acompanhado de 22 índios do povo Pareci, seguindo o Rio Guaporé e ocupando-se com a extração da poaia, planta da família das rubiáceas, nativa do Brasil encontrada na Amazônia, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo e a região Centro-Oeste.
- 1955
No dia 02 de setembro de 1955, teve início a medição de terras na região pela Colonizadora Sul Brasil, na localidade denominada Pindaituba, tendo como chefe o Sr.
- 1962
Em 1962, chegou a Pontes e Lacerda uma equipe do Departamento Nacional de Estradas e Rodagem - DNER, a fim de abrir uma estrada em direção a Vila Bela da Santíssima Trindade.
- 1962
Segundo depoimento de um dos moradores, senhora Ervelina Francisca Ramos, o trecho entre Pontes e Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade, ficou foi entregue no dia 23 de dezembro de 1962.
- 1970
O afluxo de migrantes à região foi intenso, de modo especial a partir do momento da descoberta de ouro na região, entre os anos de 1970 e 1980, nos garimpos da Serra de Santa Bárbara e do Caldeirão.
- 1976
Distrito criado com a denominação de Pontes e Lacerda, pela Lei Estadual n.º 3.813, de 03-12-1976, subordinado ao município de Mato Grosso.
- 1978
Pela Lei Estadual n.º 4.014, de 29-11-1978, o município de Mato Grosso voltou a denominar-se Vila Bela da Santíssima Trindade.
- 1979
Elevado à categoria de município com a denominação de Pontes e Lacerda, pela Lei Estadual n.º 4.167, de 21-12-1979, desmembrado do município de Vila Bela da Santíssima Trindade (ex-Mato Grosso).
- 1999
Pela Lei Estadual n.º 7.231, de 28-12-1999, é desmembrado do município de Pontes e Lacerda o distrito de São Domingos.
Extraído automaticamente do histórico e da formação administrativa publicados pelo IBGE. O ano é o primeiro que aparece na frase, e nem sempre é a data exata do acontecimento.
Curiosidades
- Altitude
A sede do município fica a 254 metros de altitude, segundo o Wikidata.
Comparações calculadas a partir dos dados do Censo 2022 do IBGE e do Wikidata, no momento em que o site foi gerado.
O que ver e fazer
Sugestão de roteiro com 1 lugar de Pontes e Lacerda e 5 em municípios vizinhos, até 80 km do centro. A ordem segue a proximidade, não uma avaliação de pessoas.
- Arraial São Francisco XavierPatrimônio histórico
- Parque Estadual Serra Santa BárbaraParque estadual
Lugares do Wikidata (CC0), de tipos como igrejas, museus, praças, monumentos, parques e cachoeiras, com artigo na Wikipédia, foto ou proteção de patrimônio. Não há horários, preços nem avaliação de acesso: confirme na prefeitura antes de ir. Distâncias em linha reta, não de estrada.
Onde fica
- Estado
- Mato Grosso (MT), região Centro-Oeste
- Mesorregião
- Sudoeste Mato-grossense
- Microrregião
- Alto Guaporé
- Região imediata
- Pontes e Lacerda - Comodoro
- Código IBGE
- 5106752
- Coordenadas
- -15.2258, -59.3350
- Capital
- Cuiabá, a cerca de 350 km em linha reta
- Aeroporto
- Aeroporto Tangará da Serra (TGQ), a cerca de 213 km em linha reta, o mais próximo com voos regulares segundo o OurAirports
Distâncias em linha reta, não de estrada. O cadastro de voos regulares do OurAirports pode estar desatualizado: confirme a rota e o aeroporto antes de planejar.
Os números no mapa são as paradas do roteiro. Mapa © colaboradores do OpenStreetMap.
Clima agora e nos próximos dias
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Cidades por perto
Sobre estes dados
Esta página é um perfil do município, montado com dados abertos e sem avaliação de pessoas: o roteiro é uma sugestão automática por proximidade, a história é o texto do IBGE e as curiosidades são comparações calculadas. Guias de viagem revisados, com fontes, existem para as cidades em Destinos.
- População, área e densidade: IBGE, Censo Demográfico 2022.
- História, datas, gentílico e divisões regionais: IBGE.
- Coordenadas, lugares do roteiro, pessoas e altitude: Wikidata (CC0).
- Aeroportos: OurAirports (domínio público).
- Clima: Open-Meteo, consultado no seu navegador.
- Dados reunidos em 21 de out de 2026.
Foto: SouzaJr (CC BY-SA 3.0), via Wikimedia Commons.
Brasão: Alex Alves (Public domain), via Wikimedia Commons.