Grajaú
Maranhão · Nordeste · gentílico: grajauense
Grajaú é um município no Maranhão, na região Nordeste do Brasil. Segundo o Censo 2022 do IBGE, tem 73.872 habitantes em 8.861,7 km², o que dá 8,34 habitantes por km². É o 15º mais populoso do Maranhão (entre 217 com dados) e o 441º do Brasil. Pertence à microrregião de Alto Mearim e Grajaú, na mesorregião Centro Maranhense, e à região geográfica imediata de Barra do Corda. Em linha reta, fica a cerca de 419 km de São Luís, capital do Maranhão.
Em números
- População
- 73.872 Censo 2022
- Área
- 8.861,7 km² Censo 2022
- Densidade
- 8,34 hab/km² Censo 2022
- Posição
- 15º em MA 441º no Brasil, por população
De onde vem o nome
O topônimo "Grajaú" é derivado do termo tupi karaîá'y, que significa "rio dos carajás " (karaîá, carajá + ' y, rio).
Da seção “Topônimo” do artigo de Grajaú na Wikipédia em português · ler no original.
O que diz o registro oficial
- Distrito criado com a denominação de Chapada pela Lei Provincial n.º 13, de 08-05-1835, subordinado ao município de Pastos Bons.
- Elevado à categoria de vila com a denominação de Chapada pela Lei Provincial n.º 7 de 29-04-1835, sendo desmembrado de Pastos Bons.
- Elevado à condição de cidade com a denominação de Grajaú pela Lei Provincial nº 1.225, de 07-04-1881.
- A Lei Estadual n.º 996, de 21-10-1953, desmembra do município de Grajaú o distrito de Amarante do Grajaú, elevado à categoria de município com a denominação de Amarante do Maranhão.
- A Lei Estadual n.º 2.166, de 15-12-1961, desmembra do município de Grajaú o distrito de Sítio Novo do Grajaú, elevado à categoria de município com a denominação de Sítio Novo.
Trechos da formação administrativa do município, publicada pelo IBGE.
Quem nasce em Grajaú é grajauense, segundo o IBGE.
História
O atual município de Grajaú, que era antes porto de uma fazenda denominada Chapada, pertencente a Manoel Valentim Fernandes, foi, quando de sua fundação e conservação, uma das maiores conquistas dos colonizadores sobre os indígenas nos sertões do Maranhão.
A 11 de março de 1811, o alferes-de-milícias Antônio Francisco Reis, em companhia de pessoas de sua família, habitantes da alta ribeira do Grajaú, foi o primeiro que, navegando este rio e por ele descendo, em pequenos barcos fabricados para tal fim, depois de repetidas viagens e convidado talvez pelos lucros que deveria ter percebido das suas diligências, aqui veio se estabelecer. Povoou ele e outros o mesmo porto da Chapada na ribeira leste do dito rio,
construindo casas para vivenda e depósitos para sal e gêneros de que já ali se vinham prover, com muito prazer e cômodo, os moradores das outras ribeiras vizinhas, chegando ao número de 40 as pessoas que, no porto, logo àquele primeiro passo, se propuseram a habitar. Os índios timbiras e picogés, estabelecidos na outra parte do mesmo rio Grajaú, ciosos dos progressos da nova povoação que os assombravam e impediam de fazer no interior as suas correrias costumeiras, resolveram livrar-se dela, e o fizeram com Paula Ribeiro, queimando vivas 38 pessoas dentro das suas próprias habitações, a que puseram fogo, bem como às embarcações
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abicadas na praia, levando o sal e gêneros que puderam e lançando no rio ou queimando o restante. Como sinal de que naquele lugar um dia fora povoado, deixaram os índios somente ossadas esparsas no meio das ruínas solitárias.
Desta carnificina, sucedida em 1814, todavia, escaparam com vida 6 pessoas que andavam para fora da povoação, na época do massacre.
Em 1816 tentaram novamente aquêles moradores restabelecer um pôrto público na mesma alta ribeira do Grajaú, a que chamaram São Paulo do Norte. Um pequeno destacamento de tropas lhes dava assistência, entretanto, posteriormente, o mesmo foi retirado, ficando a povoação sem qualquer outra espécie de socorro e, em conseqüência, no imediato abandono. Novamente em 1817 foi organizada outra expedição composta de 40 soldados, vinda da capital, a qual em virtude de tão mal delineada, a partir de Vitória para cima já não havia mantimentos para mais de seis dias. A evolução social processou-se lentamente, apenas se consolidando ao limiar do século XIX.
Formação administrativa
Distrito criado com a denominação de Chapada pela Lei Provincial n.º 13, de 08-05-1835, subordinado ao município de Pastos Bons.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Chapada pela Lei Provincial n.º 7 de 29-04-1835, sendo desmembrado de Pastos Bons. Sede na povoação de Chapada. Constituído do distrito sede. Não temos a data de instalação.
Elevado à condição de cidade com a denominação de Grajaú pela Lei Provincial nº 1.225, de 07-04-1881.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911 o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.
Pela Lei Estadual n.º 269, de 31-12-1948, foram criados os distritos de Amarante do Grajaú e Sítio Novo do Grajaú.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950 o município é constituído de 3 distritos: Grajaú, Amarante do Grajaú e Sítio Novo do Grajaú.
A Lei Estadual n.º 996, de 21-10-1953, desmembra do município de Grajaú o distrito de Amarante do Grajaú, elevado à categoria de município com a denominação de Amarante do Maranhão.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1955 o município é constituído de 2 distritos: Grajaú e Sítio Novo do Grajaú. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.
A Lei Estadual n.º 2.166, de 15-12-1961, desmembra do município de Grajaú o distrito de Sítio Novo do Grajaú, elevado à categoria de município com a denominação de Sítio Novo.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2014.
Texto do IBGE (Cidades), reproduzido como publicado; fonte citada pelo IBGE: Grajaú (MA). In: ENCICLOPÉDIA dos municípios brasileiros. Rio de Janeiro: IBGE, 1959. v. 15. p. 179-182. Disponível em: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv27295_15.pdf. Acesso em: ago. 2015.. Pode estar desatualizado ou conter imprecisões da fonte original.
Fatos e datas
Os acontecimentos com data que aparecem no texto do IBGE sobre Grajaú, em ordem cronológica. As frases estão como no original, sem resumo.
- 1811
A 11 de março de 1811, o alferes-de-milícias Antônio Francisco Reis, em companhia de pessoas de sua família, habitantes da alta ribeira do Grajaú, foi o primeiro que, navegando este rio e por ele descendo, em pequenos barcos fabricados para tal fim, depois de repetidas viagens e convidado talvez pelos lucros que deveria ter percebido das suas diligências, aqui veio se estabelecer.
- 1814
Desta carnificina, sucedida em 1814, todavia, escaparam com vida 6 pessoas que andavam para fora da povoação, na época do massacre.
- 1816
Em 1816 tentaram novamente aquêles moradores restabelecer um pôrto público na mesma alta ribeira do Grajaú, a que chamaram São Paulo do Norte.
- 1817
Novamente em 1817 foi organizada outra expedição composta de 40 soldados, vinda da capital, a qual em virtude de tão mal delineada, a partir de Vitória para cima já não havia mantimentos para mais de seis dias.
- 1835
Elevado à categoria de vila com a denominação de Chapada pela Lei Provincial n.º 7 de 29-04-1835, sendo desmembrado de Pastos Bons.
- 1835
Distrito criado com a denominação de Chapada pela Lei Provincial n.º 13, de 08-05-1835, subordinado ao município de Pastos Bons.
- 1881
Elevado à condição de cidade com a denominação de Grajaú pela Lei Provincial nº 1.225, de 07-04-1881.
- 1948
Pela Lei Estadual n.º 269, de 31-12-1948, foram criados os distritos de Amarante do Grajaú e Sítio Novo do Grajaú.
- 1953
A Lei Estadual n.º 996, de 21-10-1953, desmembra do município de Grajaú o distrito de Amarante do Grajaú, elevado à categoria de município com a denominação de Amarante do Maranhão.
- 1961
A Lei Estadual n.º 2.166, de 15-12-1961, desmembra do município de Grajaú o distrito de Sítio Novo do Grajaú, elevado à categoria de município com a denominação de Sítio Novo.
Extraído automaticamente do histórico e da formação administrativa publicados pelo IBGE. O ano é o primeiro que aparece na frase, e nem sempre é a data exata do acontecimento.
Curiosidades
- Área
Tem a 3º maior área do estado: 8.861,7 km².
- Altitude
A sede do município fica a 220 metros de altitude, segundo o Wikidata.
Comparações calculadas a partir dos dados do Censo 2022 do IBGE e do Wikidata, no momento em que o site foi gerado.
O que ver e fazer
As fontes abertas que usamos não registram lugares de interesse em Grajaú nem num raio de 80 km. Em vez de inventar uma lista, deixamos o planejador pronto para você montar o seu roteiro com o que souber do lugar.
Quem nasceu aqui
7 pessoas nascidas em Grajaú, segundo o Wikidata.
Lista do Wikidata (CC0), por local de nascimento declarado. Pode conter erros de cadastro e não é uma lista completa nem uma escolha editorial do site.
Onde fica
- Estado
- Maranhão (MA), região Nordeste
- Mesorregião
- Centro Maranhense
- Microrregião
- Alto Mearim e Grajaú
- Região imediata
- Barra do Corda
- Código IBGE
- 2104800
- Coordenadas
- -5.8189, -46.1389
- Capital
- São Luís, a cerca de 419 km em linha reta
- Aeroporto
- Aeroporto Prefeito Renato Moreira (IMP), a cerca de 150 km em linha reta, o mais próximo com voos regulares segundo o OurAirports
Distâncias em linha reta, não de estrada. O cadastro de voos regulares do OurAirports pode estar desatualizado: confirme a rota e o aeroporto antes de planejar.
Mapa © colaboradores do OpenStreetMap.
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Cidades por perto
Sobre estes dados
Esta página é um perfil do município, montado com dados abertos e sem avaliação de pessoas: o roteiro é uma sugestão automática por proximidade, a história é o texto do IBGE e as curiosidades são comparações calculadas. Guias de viagem revisados, com fontes, existem para as cidades em Destinos.
- População, área e densidade: IBGE, Censo Demográfico 2022.
- História, datas, gentílico e divisões regionais: IBGE.
- Origem do nome: Wikipédia em português (CC BY-SA 4.0).
- Coordenadas, lugares do roteiro, pessoas e altitude: Wikidata (CC0).
- Aeroportos: OurAirports (domínio público).
- Clima: Open-Meteo, consultado no seu navegador.
- Dados reunidos em 21 de out de 2026.
Foto: Italberto Figueira Dantas (CC0), via Wikimedia Commons.
Brasão: autor não informado (Public domain), via Wikimedia Commons.